quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ficou grande, mas ficou legal;


Esses dias (hoje 30/01 principalmente ) vi umas coisas de filosofia, ética, valores e coisas bem interessantes.
Aliás, assuntos esses que sempre me interessei muito e ainda tenho vontade de estudá-los a fundo.
Essa coisa de questionamentos, curiosidade, dúvida, angustia, pensamentos...enfim. O ser humano pensante. Tudo isso me lembrou de um tema que eu queria escrever, mas posterguei (pra variar).

2012. O ano, não o número.

Talvez não tenha sido um ano tão bom. Não foi daqueles anos que vc fica com saudade. Foi um ano de muitos questionamentos. Tiveram momentos de angustia e de muita dúvida. Momentos de esperança, clímax e felicidade.
Olhei 2013 por dois pontos (profissional e pessoal) - não que eu separe os dois, mas é somente para fins de organizar o texto. 
Olhando pelo primeiro ponto, 2012 foi interessante pelas primeiras experiencias. Mas foi ruim pelas experiencias primeiras.
No segundo, 2012 pregou peças. Mudanças. Mas em 2012 apareceram pessoas legais. Aquela coisa.
Uns dizem que eu fiz tudo errado. Que foi demais. Mas hoje eu falo que eu tinha que agir assim. Menos que aquilo me deixaria pior do que eu já estava.

É bom ver que foi um ano que eu fui pra Nova Iorque. E que eu gostei de lá mais do que eu consigo descrever. E pra Boston e pra Filadélfia também!
Que eu conheci bandas novas. Que eu fui em muitos shows (tipo no Lollapalooza) e que poderia ter ido em muitos outros.
Em 2012 eu não chegava antes das 8h em casa. Em 2012 eu tive porres memoráveis, tipo aquele de Mogi, aquele do Beco, aquele da formatura do Allan, aqueles do Studio... Só risada com os amigos.
Mas eu fiquei muito em casa. Fiquei sem fazer nada durante vááários dias (inclusive finais de semana) e achei que fosse ficar maluco. Assisti todas as temporadas de House em menos de 1 mês. Vi tudo de Family Guy. Assisti muitos filmes e pretendo continuar assim.

Eu tirei bastante foto. Mas muito, muito menos do que eu gostaria.
Eu fui pro Caribe e decidi que todo ano merece uma semana naquelas águas transparentes.

Eu voltei a jogar tênis. Eu quase quebrei o dedão em Riviera e perdi uma unha por isso.
Passei a virada do ano vendo os fogos da praia de Copacabana, não tirei fotos e foi uma das coisas mais linda que eu já vi.

Talvez tenha sido um ano em que eu não pensei muito em mim. Ou tenha pensado tanto que esqueci de mim.
Sei que eu to diferente. To mais velho. Mas ainda falta muita coisa, falta tudo.
Ela já falou, eu falo e tem que ser falado: o ano das maravilhas 2013.

Foi o que me fez escrever:
Ser causa da felicidade de alguém por um segundo é a única meta verdadeiramente digna de ser perseguida. Tomara eu tenha alcançado.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Justiça;

Eu não me cansei de falar. Eu já me peguei falando sozinho (não só o que falarei a seguir, mas me contei uma história um dia sobre outra coisa).
Você é linda. Eu tenho certeza que você é linda. Eu fazia questão de te "lembrar" disso todos os (nossos) dias. Chama a atenção, salta os olhos.
É uma beleza simples, daquela que toda mulher sempre quis ter. Um rosto performático que quando sorri parece que encheu o lugar de amor e alegria. Os olhos não são nem verdes nem azuis, mas são tão sedutores que eu não me cansava de me sentir seduzido. Olhos esses que combinavam perfeitamente com o cabelo curto, moderno, uns dizem "estiloso". Eu digo cheio de presença.
Boca é sinônimo de prazer imediato e intenso com palavras, beijos e cantorias. Uma pele gostosa, daquelas que ao fazer carinho nos sentimos automaticamente acariciados.
As suas mãos também são bonitas. Você sabe o quanto que eu gosto de mãos. Mas sempre achei que elas ficavam ainda melhores junto das minhas mãos.
Não tenho muitas palavras sobre o corpo. Apenas êxtase.
O conjunto é você. Linda. Acredito que cada dia mais. E ai que o meu pesar. Alguém tem que te falar todos os dias. Preferencialmente ao acordar. Menos que isso é injustiça. E que me desculpem as feias, mas essa justiça é fundamental.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Reflexão sobre a acostumação rotineira da vida;

Texto da Marina Colasanti de 1972.


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

sábado, 22 de setembro de 2012

Muro;

Minha querida professora de Português Dri Silveira postou o texto abaixo e achei pertinente aos dias que ando (andamos) vivendo.

"Eita mundo invertido: coitado do amor nas relações, passou a ser visto como incômodo, empecilho, sinônimo de complicação. E nada mais pode ser feito exclusivamente em nome dele. Prazer sim; amor (muito visto como antagônico ao prazer), não. É desvio dos objetivos e das obrigações. De caminho, passou a ser a pedra no meio dele. Tudo culpa do amor. E tome porrada! Quem mandou nascer gente? 


Quando foi que começamos a ficar assim esquizos?

Vigiai: o amor subiu no telhado. Talvez tenha sete vidas. Talvez, uma."


E pra completar:

"Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã" - Drummond

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Todo mês conta uma história;

É, agosto já passou.
Passou bem rápido esse mês que marca meu aniversário e uma coisa curiosa pra mim, que é o único mês seguido com 31 dias. Todos são alternados com 30 e 31 dias. Mas em agosto tudo é meio novo e diferente mesmo.
Lembro de adorar as férias de julho, adorar vestir casacos e ficar em casa no aquecedor. Eu gostava muito das férias de julho porque me davam um tempo do saco que eu tinha das aulas do Arqui e eu podia jogar mais futebol e ir na casa dos meus amigos jogar videogame. Mas as férias acabavam, eu tinha que arrumar a mala, o armário e os livros e os cadernos e as pastas (gostava de uma organização até demais), tinha que comprar garrafinhas de água e eu ficava triste, só que ao mesmo tempo eu explodia de ansiedade. Ficava com dor de barriga quando entrava no carro e fazia o mesmo caminho de sempre. Era tudo tão igual...e eu adorava. Eu tinha que me acostumar com tudo de novo, já que o ano já havia começado e só tínhamos dado um tempo. Era difícil no começo, mas depois eu pegava o jeito de como lidar com aquilo novamente.

Como disse, eu parei pra pensar e o mês de agosto desse ano de 2012 foi rápido. Os dias passaram e eu vivi cada um deles.
Claro que a minha felicidade ajudou. Não foi perfeito, tenho que admitir. É difícil se acostumar com tudo de novo e muitas vezes os outros fogem ou evitam, justamente por não entender o que está acontecendo. O poder do contexto é muito grande, tenho que levar isso em conta, mas esse período pra se acostumar e ai sim ver o que está fazendo e qual a melhor maneira de se fazer (para as duas partes) é difícil e dolorido.

Agora vem esse setembro né. Vamos dançar, pular, viajar e queimar, pois a idade nos permite.

Sejamos felizes.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Stable;

"And then you came, and you came real close.You gave the heart what it wanted most."

terça-feira, 3 de julho de 2012

Cada relógio conta os segundos como quer;

Meia hora não muda a vida de ninguém.
Mas eu já acho que em 20 minutos tudo pode mudar (igual a Band News FM fala, isso mesmo).
Também acho que esperar os famosos "mais 5 minutinhos" é bem chato. Leve o seu tempo, sem problemas. Não tenho pressa! Só que não demore mais que 2 minutos e 40 seguntos no banheiro. Afinal eu não estou aqui pra esperar ninguém não.
São as pequenas esperas, pequenos empréstimos e pequenos erros de português que fazem qualquer um sair do sério. O grande nem sempre é o que mais importa, por que a vida- a vida meu amigo, é definida nos detalhes.

E ande logo com esse cafézinho.