segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"Perhaps the worst is that I ever let you go"

Sobre se sentir idiota.

Pra saber como é viver sem ou longe de você não precisa de muito. Eu sei que é uma merda.
Sei lá, é solidão, mas não aquela de uma tarde tediosa, é de uma noite com uma insônia pesada e o dia seguinte dando tudo errado, desde bater o pé na cama e pegar ônibus cheio e trânsito e tudo ficar pior.
Para tentar melhorar isso, tem que ocupar a mente. Não tem outra maneira e até que funciona, mas continua sendo uma merda alguma hora.
E eu penso muito no o outro lado. Parece fácil, parece que só trocou na loja uma camiseta que não gostou. Sim, existem outras preocupações e outras coisas pra ocupar a cabeça, mas não é pra ser tão fácil assim. Não é fácil.


Eu também escrevo pra ver se passa.
Já falaram que a melhor maneira de esquecer uma mulher é transformá-la em literatura. Mas ainda bem que eu escrevo mal pra caramba.
Não é fácil ficar longe dela.
Talvez ela precise saber disso...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Feliz ano que vem;

Compartilho as belíssimas palavras do poema de Sergio Antunes, desejando um ótimo ano novo para todos.

"No Ano Que Vem"

No ano que vem
vou fazer um check-up,
reformar os meus ternos,
vou trocar os meus móveis,
viajar no inverno,
como convém.

No ano que vem
vou me fantasiar,
desfilar na avenida,
decorar samba enredo,
vou mudar minha vida,
como convém.

No ano que vem
faço vestibular,
vou tocar clarineta,
aprender dançar valsa,
fox-trot ou salsa,
como convém.

E vou me converter
no ano que vem,
registrar a escritura,
vou pagar a promessa
e andar mais depressa.
Como convém.

No ano que vem
vou tratar meus dentes,
visitar uns parentes,
vou limpar o porão,
vou casar na igreja,
como convém.

No ano que vem
vou soltar busca-pé,
empinar papagaio,
vou comer manga-espada
e sentar na calçada,
até.

No ano que vem
vou pagar minhas dívidas,
apagar minhas dúvidas
e trocar o meu carro
e largar o cigarro.
Como convém.

No ano que vem
vou fazer um regime,
e vou mudar de time,
viajar para a França
e estudar esperanto.
Como convém.

Vou plantar uma rosa
no ano que vem
e escrever um romance
e fazer exercício,
desde o início,
como convém.

E entrar para a política
e me candidatar,
no ano que vem,
fazer revolução,
lutar na Nicaragua,
por que não?

E fazer uma plástica,
no ano que vem
e ficar destemido,
decorar um poema
e escrever pra você,
como convém.

Se não der certo, no entanto,
neste ano que vem,
vou deixar de cobrança
do que fiz ou não fiz.

Neste ano que vem
quero, como convém,
ser, apenas, feliz.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Uma pedra numa vidraça;

Muita coisa mudou nesses meses. Não sei se "mudou" é o mais correto, mas ficou diferente.
O vento gelado tem que sair.
Ele faz mal, deixa tudo meio estranho e não é nada confortável.
Mais amor e ele sai.


Sendo sincero, é um dia de cada vez mesmo. Cada pensamento (são muitos) sendo desfocado, uma vontade reprimida e outra mais forçada.
Eu já tentei fugir, já tentei lutar, já tentei esquecer, mas nao dá pra escapar. Parace que eu to por dentro, to por fora e completamente sem noção de espaço.
Mas não é confusão.
De confusão não tem nada nessa solidão.

A distância;

Muito tempo sem escrever.
Não faltaram ideias! Eu tinha vontade, pensava em alguma coisa, mas acaba esquecendo.

Um post depois de 6 meses.