sábado, 22 de setembro de 2012

Muro;

Minha querida professora de Português Dri Silveira postou o texto abaixo e achei pertinente aos dias que ando (andamos) vivendo.

"Eita mundo invertido: coitado do amor nas relações, passou a ser visto como incômodo, empecilho, sinônimo de complicação. E nada mais pode ser feito exclusivamente em nome dele. Prazer sim; amor (muito visto como antagônico ao prazer), não. É desvio dos objetivos e das obrigações. De caminho, passou a ser a pedra no meio dele. Tudo culpa do amor. E tome porrada! Quem mandou nascer gente? 


Quando foi que começamos a ficar assim esquizos?

Vigiai: o amor subiu no telhado. Talvez tenha sete vidas. Talvez, uma."


E pra completar:

"Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã" - Drummond

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Todo mês conta uma história;

É, agosto já passou.
Passou bem rápido esse mês que marca meu aniversário e uma coisa curiosa pra mim, que é o único mês seguido com 31 dias. Todos são alternados com 30 e 31 dias. Mas em agosto tudo é meio novo e diferente mesmo.
Lembro de adorar as férias de julho, adorar vestir casacos e ficar em casa no aquecedor. Eu gostava muito das férias de julho porque me davam um tempo do saco que eu tinha das aulas do Arqui e eu podia jogar mais futebol e ir na casa dos meus amigos jogar videogame. Mas as férias acabavam, eu tinha que arrumar a mala, o armário e os livros e os cadernos e as pastas (gostava de uma organização até demais), tinha que comprar garrafinhas de água e eu ficava triste, só que ao mesmo tempo eu explodia de ansiedade. Ficava com dor de barriga quando entrava no carro e fazia o mesmo caminho de sempre. Era tudo tão igual...e eu adorava. Eu tinha que me acostumar com tudo de novo, já que o ano já havia começado e só tínhamos dado um tempo. Era difícil no começo, mas depois eu pegava o jeito de como lidar com aquilo novamente.

Como disse, eu parei pra pensar e o mês de agosto desse ano de 2012 foi rápido. Os dias passaram e eu vivi cada um deles.
Claro que a minha felicidade ajudou. Não foi perfeito, tenho que admitir. É difícil se acostumar com tudo de novo e muitas vezes os outros fogem ou evitam, justamente por não entender o que está acontecendo. O poder do contexto é muito grande, tenho que levar isso em conta, mas esse período pra se acostumar e ai sim ver o que está fazendo e qual a melhor maneira de se fazer (para as duas partes) é difícil e dolorido.

Agora vem esse setembro né. Vamos dançar, pular, viajar e queimar, pois a idade nos permite.

Sejamos felizes.