quinta-feira, 24 de abril de 2014

Relaxa;

A gente sempre vai ter tudo a ver. E se você achar que não, nós dois inventamos só pra dar risada e ter umas briguinhas de vez em quando.
Tudo "a ver" junto, pra perceber tirando foto e pra ouvir deitado na cama. Agora eu tenho uma vitrola, é bem mais legal.

E se nada fosse assim? (você poderia perguntar)
Seria de outro jeito, mas simplesmente seria.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Escalímetro tem na Kalunga;

Eu tava numa loja e perto dela tem uma Kalunga.
E eu queria uma régua triangular de metal, pesadinha. Entrei no carro, parei o carro e entrei. Loja vazia, devia ser sábado.
Eu simplesmente andei pela loja inteira! Como uma criança anda em loja de brinquedo, já viu? Elas entram em outro mundo, ficam curiosas, sabem que não podem ter tudo, mas nunca deixam de olhar. Eu fiquei olhando tudo, vendo o que tinha em cada prateleira. Queria tudo. Eu amo papelarias, poderia viver em uma (se tivesse água pra beber). Procurei até por caixas pra guardar os discos de vinil que estão se acumulando no meu quarto. Falando em discos, estou ouvindo o Sticky Finger dos Stones, remasterizado. Lindo demais.
Voltando para a Kalunga. Eu andei por todos os corredores, peguei pastas, estilete e lâminas, e só não peguei um carrinho de coisas pq sabia que era exagero (talvez não fosse, pq não comprar um organizador brega, uma caixa de canetas BIC, um grampeador industrial e uma lousa? Nunca se sabe!). Dai achei o que eu realmente fui procurar. Aquela réguinha de três lados, que por sinal chama escalímetro. E tinha de metal! Fiquei feliz, olhando, pesando com a mão sabe? Tinha uns de plástico também, eram daqueles maiores. Mas eu queria o de metal, é melhor. Comprei dois escalímetros.
"Nossa Dé, vc comprou dois desse?" - perguntou meu pai. Sim, eu comprei dois. Um pra mim e outro pra ela. Já que eu lembrei que ela nunca achou. E queria de 15 cm, pq cabe no estojo. De metal, pq não quebra fácil. Foi libertador, eu percebi que tem coisas que a gente não esquece pq não precisa esquecer.
Mas eu não liguei pra avisar, eu não deixei na casa dela ou no trabalho dela, como eu fazia. Fiquei com vergonha. Que tipo de cara deixa no trabalho de alguém um escalímetro embrulhado com um bilhete escrito: "Olha só, eu achei!" ??
Talvez eu. Talvez eu seja esse tipo de cara. Mas seria com a intenção de mostrar que eu lembro das coisas, do nosso vício por coisas de papelaria.
Eu sei que ela ia dar risada e lembrar também. Pq tem coisas que a gente não esquece.
Quem sabe um dia a gente se fale mais e possa rir mais. Pedir um chopp e uma batata frita.
Enfim.

Será que tem papel de presente lá na Kalunga?

terça-feira, 23 de abril de 2013

Não é domingo, mas é dia;

Não é domingo, mas hoje é 23 e é dia de Jorge!
Salve salve!!

De Jorge pra Jorge.

Só pra não esquecer e pq é bom lembrar.



*muito tempo sem postar, mas ideias eu tenho. Só preciso escrever. Ou lembrar de escrever.
Até :)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ficou grande, mas ficou legal;


Esses dias (hoje 30/01 principalmente ) vi umas coisas de filosofia, ética, valores e coisas bem interessantes.
Aliás, assuntos esses que sempre me interessei muito e ainda tenho vontade de estudá-los a fundo.
Essa coisa de questionamentos, curiosidade, dúvida, angustia, pensamentos...enfim. O ser humano pensante. Tudo isso me lembrou de um tema que eu queria escrever, mas posterguei (pra variar).

2012. O ano, não o número.

Talvez não tenha sido um ano tão bom. Não foi daqueles anos que vc fica com saudade. Foi um ano de muitos questionamentos. Tiveram momentos de angustia e de muita dúvida. Momentos de esperança, clímax e felicidade.
Olhei 2013 por dois pontos (profissional e pessoal) - não que eu separe os dois, mas é somente para fins de organizar o texto. 
Olhando pelo primeiro ponto, 2012 foi interessante pelas primeiras experiencias. Mas foi ruim pelas experiencias primeiras.
No segundo, 2012 pregou peças. Mudanças. Mas em 2012 apareceram pessoas legais. Aquela coisa.
Uns dizem que eu fiz tudo errado. Que foi demais. Mas hoje eu falo que eu tinha que agir assim. Menos que aquilo me deixaria pior do que eu já estava.

É bom ver que foi um ano que eu fui pra Nova Iorque. E que eu gostei de lá mais do que eu consigo descrever. E pra Boston e pra Filadélfia também!
Que eu conheci bandas novas. Que eu fui em muitos shows (tipo no Lollapalooza) e que poderia ter ido em muitos outros.
Em 2012 eu não chegava antes das 8h em casa. Em 2012 eu tive porres memoráveis, tipo aquele de Mogi, aquele do Beco, aquele da formatura do Allan, aqueles do Studio... Só risada com os amigos.
Mas eu fiquei muito em casa. Fiquei sem fazer nada durante vááários dias (inclusive finais de semana) e achei que fosse ficar maluco. Assisti todas as temporadas de House em menos de 1 mês. Vi tudo de Family Guy. Assisti muitos filmes e pretendo continuar assim.

Eu tirei bastante foto. Mas muito, muito menos do que eu gostaria.
Eu fui pro Caribe e decidi que todo ano merece uma semana naquelas águas transparentes.

Eu voltei a jogar tênis. Eu quase quebrei o dedão em Riviera e perdi uma unha por isso.
Passei a virada do ano vendo os fogos da praia de Copacabana, não tirei fotos e foi uma das coisas mais linda que eu já vi.

Talvez tenha sido um ano em que eu não pensei muito em mim. Ou tenha pensado tanto que esqueci de mim.
Sei que eu to diferente. To mais velho. Mas ainda falta muita coisa, falta tudo.
Ela já falou, eu falo e tem que ser falado: o ano das maravilhas 2013.

Foi o que me fez escrever:
Ser causa da felicidade de alguém por um segundo é a única meta verdadeiramente digna de ser perseguida. Tomara eu tenha alcançado.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Justiça;

Eu não me cansei de falar. Eu já me peguei falando sozinho (não só o que falarei a seguir, mas me contei uma história um dia sobre outra coisa).
Você é linda. Eu tenho certeza que você é linda. Eu fazia questão de te "lembrar" disso todos os (nossos) dias. Chama a atenção, salta os olhos.
É uma beleza simples, daquela que toda mulher sempre quis ter. Um rosto performático que quando sorri parece que encheu o lugar de amor e alegria. Os olhos não são nem verdes nem azuis, mas são tão sedutores que eu não me cansava de me sentir seduzido. Olhos esses que combinavam perfeitamente com o cabelo curto, moderno, uns dizem "estiloso". Eu digo cheio de presença.
Boca é sinônimo de prazer imediato e intenso com palavras, beijos e cantorias. Uma pele gostosa, daquelas que ao fazer carinho nos sentimos automaticamente acariciados.
As suas mãos também são bonitas. Você sabe o quanto que eu gosto de mãos. Mas sempre achei que elas ficavam ainda melhores junto das minhas mãos.
Não tenho muitas palavras sobre o corpo. Apenas êxtase.
O conjunto é você. Linda. Acredito que cada dia mais. E ai que o meu pesar. Alguém tem que te falar todos os dias. Preferencialmente ao acordar. Menos que isso é injustiça. E que me desculpem as feias, mas essa justiça é fundamental.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Reflexão sobre a acostumação rotineira da vida;

Texto da Marina Colasanti de 1972.


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

sábado, 22 de setembro de 2012

Muro;

Minha querida professora de Português Dri Silveira postou o texto abaixo e achei pertinente aos dias que ando (andamos) vivendo.

"Eita mundo invertido: coitado do amor nas relações, passou a ser visto como incômodo, empecilho, sinônimo de complicação. E nada mais pode ser feito exclusivamente em nome dele. Prazer sim; amor (muito visto como antagônico ao prazer), não. É desvio dos objetivos e das obrigações. De caminho, passou a ser a pedra no meio dele. Tudo culpa do amor. E tome porrada! Quem mandou nascer gente? 


Quando foi que começamos a ficar assim esquizos?

Vigiai: o amor subiu no telhado. Talvez tenha sete vidas. Talvez, uma."


E pra completar:

"Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã" - Drummond

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Todo mês conta uma história;

É, agosto já passou.
Passou bem rápido esse mês que marca meu aniversário e uma coisa curiosa pra mim, que é o único mês seguido com 31 dias. Todos são alternados com 30 e 31 dias. Mas em agosto tudo é meio novo e diferente mesmo.
Lembro de adorar as férias de julho, adorar vestir casacos e ficar em casa no aquecedor. Eu gostava muito das férias de julho porque me davam um tempo do saco que eu tinha das aulas do Arqui e eu podia jogar mais futebol e ir na casa dos meus amigos jogar videogame. Mas as férias acabavam, eu tinha que arrumar a mala, o armário e os livros e os cadernos e as pastas (gostava de uma organização até demais), tinha que comprar garrafinhas de água e eu ficava triste, só que ao mesmo tempo eu explodia de ansiedade. Ficava com dor de barriga quando entrava no carro e fazia o mesmo caminho de sempre. Era tudo tão igual...e eu adorava. Eu tinha que me acostumar com tudo de novo, já que o ano já havia começado e só tínhamos dado um tempo. Era difícil no começo, mas depois eu pegava o jeito de como lidar com aquilo novamente.

Como disse, eu parei pra pensar e o mês de agosto desse ano de 2012 foi rápido. Os dias passaram e eu vivi cada um deles.
Claro que a minha felicidade ajudou. Não foi perfeito, tenho que admitir. É difícil se acostumar com tudo de novo e muitas vezes os outros fogem ou evitam, justamente por não entender o que está acontecendo. O poder do contexto é muito grande, tenho que levar isso em conta, mas esse período pra se acostumar e ai sim ver o que está fazendo e qual a melhor maneira de se fazer (para as duas partes) é difícil e dolorido.

Agora vem esse setembro né. Vamos dançar, pular, viajar e queimar, pois a idade nos permite.

Sejamos felizes.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Stable;

"And then you came, and you came real close.You gave the heart what it wanted most."

terça-feira, 3 de julho de 2012

Cada relógio conta os segundos como quer;

Meia hora não muda a vida de ninguém.
Mas eu já acho que em 20 minutos tudo pode mudar (igual a Band News FM fala, isso mesmo).
Também acho que esperar os famosos "mais 5 minutinhos" é bem chato. Leve o seu tempo, sem problemas. Não tenho pressa! Só que não demore mais que 2 minutos e 40 seguntos no banheiro. Afinal eu não estou aqui pra esperar ninguém não.
São as pequenas esperas, pequenos empréstimos e pequenos erros de português que fazem qualquer um sair do sério. O grande nem sempre é o que mais importa, por que a vida- a vida meu amigo, é definida nos detalhes.

E ande logo com esse cafézinho.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Decisão;

Eu preciso de você da minha vida.
Só que eu não quero mais ficar dependendo disso.

Essa coisa toda tá fazendo mal. Muito mal. Em muitos sentidos.
Eu to indo pra trás, regredindo, me sinto atrasado quando sinto que o que eu mais preciso é só ir em frente. Não sei pra onde, mas tem que ser longe de você.
Tenho que tentar eliminar todos os pensamentos, vontades, saudades e principalmente esse amor que eu ainda tenho. Na verdade, eu sempre serei apaixonado por você. Mas eu não aguento mais.
Existem coisas que eu não preciso ficar sabendo. "Não faça perguntas sobre coisas que você não quer saber as respostas". É mais ou menos isso.

Esse mal pode estar sendo causando sem você saber, claro. Só que é bem difícil eu acreditar nisso. Sei lá, eu sempre tomei muito cuidado mesmo sabendo que você cagava pra tudo que eu fizesse. Pq você é diferente e tem esse jeito de se importar pouco.
Pode ser também que eu esteja viajando nas ideias e pirando, como eu faço com muitas coisas.

Eu penso assim: eu to indo fazer uma viagem, uma longa viagem e por mais que eu goste da sua companhia, eu tenho que fazer isso "longe" e sem você do meu lado.

Seja feliz.


"Anything other than yes is no.
Anything other than stay is go.
Anything less than I love you is lying."

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Don't say a word;

Just come over.

And lie here with me.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia;

Sou batizado. Mas não me considero um cristão.
Esse negócio de fé e das religiões sempre me intrigou e eu sempre gostei de estudar sobre os santos, sobre Buda, sobre Moisés, livros, orixás, reencarnação, rituais, significados e tudo mais. Essas coisas me intrigavam e me intrigam até hoje.
Por alguns motivos pessoais, São Jorge/Ogum me chamavam atenção. Ele usa uma armadura cara!! As figuras do santo guerreiro me impressionam muito. O dragão, a sua luta, a lenda que conta a sua viagem para a Lua e o sincretismo com Ogum.
Tudo isso é questão de fé. Não me considero de nenhuma religião muito específica. Mas ele é a única entidade que eu posso dizer que tenho uma ligação e que me orgulho disso. Nada de ficar falando muito disso também não. Eu me identifico e pronto, não vou em nenhum templo. Talvez um dia eu vá, não sei. Mas, pra mim, essa identificação já é suficiente e me sinto bem com isso.
Hoje, dia 23 de abril é o dia desse nosso protetor. Salve!


Um trecho do Canto de Ogum cantada pelo Zeca Pagodinho com participação do Jorge Ben.

"Ogum
Ele nunca balança ele pega na lança ele mata o dragão

Ogum
É quem da confiança pra uma criança virar um leão


Eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem
Tendo mãos não me peguem não me toquem
Tendo olhos não me enxerguem
E nem em pensamento eles possam ter para me fazerem mal
Armas de fogo o meu corpo não alcançará
Facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é da Capadócia.

Salve Jorge!"


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Só um detalhe;

Hoje é dia 29 de fevereiro.
Uma convenção pra corrigir outra convenção.
Como convém, pensamos nos quatro ano pra trás e nos quatro que ainda virão a frente.
São muito dias. Muitos.
Mas eu penso mais no passado, deixo o futuro ser regido pelo eu do presente. Ou tento né.
Penso mais na vida de agora e como melhorar as coisas de agora.
Penso agora em como posso tentar fazer ela mais feliz, mesmo que ela não tenha a mínina noção de nada que eu penso e planejo.
É bom ter uma surpresa numa quinta ou sexta. Além de tudo, faz bem pro coração. Assim como um copo de vinho tinto.

Será que todo 29 de fevereiro temos que dizer que amamos alguém?
Ou falar que temos saudade?
Ou simplesmente pensar que não é todo ano que se ganha um dia?

Saúde. Viva o amor.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Uma dúvida;

Será que eu consigo te falar o quanto eu sinto a sua falta?

É de se pensar.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Pensei, foda, sinceramente;

Hoje eu pensei nas perguntas e atitudes.


O foda não é eu ficar desse jeito, é todo dia você perguntar pra ver se mudou alguma coisa.



O ano novo foi bom e divertido.
Mas, sinceramente....

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"Perhaps the worst is that I ever let you go"

Sobre se sentir idiota.

Pra saber como é viver sem ou longe de você não precisa de muito. Eu sei que é uma merda.
Sei lá, é solidão, mas não aquela de uma tarde tediosa, é de uma noite com uma insônia pesada e o dia seguinte dando tudo errado, desde bater o pé na cama e pegar ônibus cheio e trânsito e tudo ficar pior.
Para tentar melhorar isso, tem que ocupar a mente. Não tem outra maneira e até que funciona, mas continua sendo uma merda alguma hora.
E eu penso muito no o outro lado. Parece fácil, parece que só trocou na loja uma camiseta que não gostou. Sim, existem outras preocupações e outras coisas pra ocupar a cabeça, mas não é pra ser tão fácil assim. Não é fácil.


Eu também escrevo pra ver se passa.
Já falaram que a melhor maneira de esquecer uma mulher é transformá-la em literatura. Mas ainda bem que eu escrevo mal pra caramba.
Não é fácil ficar longe dela.
Talvez ela precise saber disso...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Feliz ano que vem;

Compartilho as belíssimas palavras do poema de Sergio Antunes, desejando um ótimo ano novo para todos.

"No Ano Que Vem"

No ano que vem
vou fazer um check-up,
reformar os meus ternos,
vou trocar os meus móveis,
viajar no inverno,
como convém.

No ano que vem
vou me fantasiar,
desfilar na avenida,
decorar samba enredo,
vou mudar minha vida,
como convém.

No ano que vem
faço vestibular,
vou tocar clarineta,
aprender dançar valsa,
fox-trot ou salsa,
como convém.

E vou me converter
no ano que vem,
registrar a escritura,
vou pagar a promessa
e andar mais depressa.
Como convém.

No ano que vem
vou tratar meus dentes,
visitar uns parentes,
vou limpar o porão,
vou casar na igreja,
como convém.

No ano que vem
vou soltar busca-pé,
empinar papagaio,
vou comer manga-espada
e sentar na calçada,
até.

No ano que vem
vou pagar minhas dívidas,
apagar minhas dúvidas
e trocar o meu carro
e largar o cigarro.
Como convém.

No ano que vem
vou fazer um regime,
e vou mudar de time,
viajar para a França
e estudar esperanto.
Como convém.

Vou plantar uma rosa
no ano que vem
e escrever um romance
e fazer exercício,
desde o início,
como convém.

E entrar para a política
e me candidatar,
no ano que vem,
fazer revolução,
lutar na Nicaragua,
por que não?

E fazer uma plástica,
no ano que vem
e ficar destemido,
decorar um poema
e escrever pra você,
como convém.

Se não der certo, no entanto,
neste ano que vem,
vou deixar de cobrança
do que fiz ou não fiz.

Neste ano que vem
quero, como convém,
ser, apenas, feliz.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Uma pedra numa vidraça;

Muita coisa mudou nesses meses. Não sei se "mudou" é o mais correto, mas ficou diferente.
O vento gelado tem que sair.
Ele faz mal, deixa tudo meio estranho e não é nada confortável.
Mais amor e ele sai.


Sendo sincero, é um dia de cada vez mesmo. Cada pensamento (são muitos) sendo desfocado, uma vontade reprimida e outra mais forçada.
Eu já tentei fugir, já tentei lutar, já tentei esquecer, mas nao dá pra escapar. Parace que eu to por dentro, to por fora e completamente sem noção de espaço.
Mas não é confusão.
De confusão não tem nada nessa solidão.

A distância;

Muito tempo sem escrever.
Não faltaram ideias! Eu tinha vontade, pensava em alguma coisa, mas acaba esquecendo.

Um post depois de 6 meses.